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Coronel 1889: por que essa casa é o templo do forró pé de serra em Goiânia

coronel 1889
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Se você dança forró ou está pensando em começar, existe um endereço em Goiânia que não é sugestão, é parada obrigatória. O Coronel 1889 fica no Setor Sul e funciona desde setembro de 2016 como a principal casa de forró pé de serra do Centro-Oeste brasileiro.

Quase 10 anos de pista. Trios ao vivo toda semana. Pista preservada para a dança, sem mesas atravessando o caminho de quem quer rodopiar. E um detalhe que faz toda a diferença: a casa entendeu, desde o início, que forrozeiro de verdade vai num lugar para dançar, não para sentar.

Este artigo conta por que o Coronel virou referência na cidade e o que esperar de uma noite por lá.

coronel 1889
Foto: Reprodução / @coronel1889 (facebook)

Uma casa que respeita a dança

Em muita casa de forró espalhada pelo Brasil, a pista vira detalhe. As mesas tomam o salão, os garçons cruzam o caminho, o público fica parado e quem quer dançar acaba se apertando em algum canto. Vale a pena dizer isso porque é exatamente o oposto do que acontece no Coronel.

A casa foi pensada com a pista no centro. Mesas nas laterais, área de dança preservada e livre. Isso é tão raro hoje em dia que aparece em quase toda avaliação de quem vai pela primeira vez. “Excelente lugar para dançar. Muito raro hoje em dia ter uma pista de dança em que não é invadida por mesas e cadeiras. Respeito ao público que busca esse tipo de diversão”, escreve um frequentador no Brasil Locais.

Esse respeito ao dançarino é o que separa o Coronel de bares que tocam forró. Aqui é casa de forró de verdade. A diferença pesa na noite inteira.

Os trios que passam pelo palco

Outra característica que define o Coronel é a curadoria musical. A casa traz nomes que tocam pé de serra no formato clássico, com sanfona, triângulo e zabumba, e abre espaço também para grupos locais que sustentam a cena na cidade.

Pela história da casa já passaram, e continuam passando, grupos como Trio Aristides, Zabumba Beach, Kenedy Marçal, Rodrigo Araújo, Dona Flora e Erivaldinho, todos artistas que fazem parte da cena forrozeira de Goiânia. Em datas especiais, a casa traz nomes nacionais. O Trio Dona Zefa, de São Paulo, já campeão do Festival de Itaúnas (FENFIT) em 2004, com 5 CDs e turnês na Europa e em Israel, foi atração no aniversário de três anos da casa.

O repertório é forró pé de serra de raiz: xote, baião, arrasta-pé, xaxado. Quem vai espera ouvir referências de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Ary Lobo, Genival Lacerda e Mestre Zinho. Em algumas noites entram composições próprias dos trios da casa.

O DJ que entra nos intervalos do show segue a mesma linha. Não tem aquela quebra de clima quando o trio para para descansar, porque o som continua na mesma toada. Isso faz a pista não esfriar em momento algum da noite.

Como é uma noite no Coronel na prática

A casa abre às 21h. Quem chega cedo pega o salão ainda respirando, com gente conhecida tomando uma cerveja, garçom atento, ventiladores ligados e o DJ esquentando o ambiente. O show ao vivo costuma começar por volta das 22h40, e é nesse momento que a pista enche.

A partir daí, a casa vira o que tem que ser: salão de forró cheio, trio tocando, gente dançando do começo ao fim. A noite vai até as 2h30 da madrugada, e quem aguenta sai com a camiseta encharcada e a sensação de ter aproveitado de verdade.

Sobre o calor: precisa ser honesto. O espaço é fechado, com uma pequena área externa para quem quer dar um respiro. Tem ventiladores, mas quando a pista enche, a temperatura sobe. É uma queixa que aparece nas avaliações com alguma frequência. “Único defeito do local é ser muito quente, um ar condicionado para acomodar melhor os dançarinos deixaria o ambiente muito mais agradável”, escreve um frequentador em uma avaliação na internet.

Vale lembrar: forrozeiro experiente sabe que pista cheia é sinal de noite boa. O calor é parte do pacote e quem vai com expectativa certa não sai decepcionado. Mas se você é mais sensível, vale chegar mais cedo, antes da pista lotar, e levar uma blusa reserva para trocar no meio da noite.

coronel 1889
Foto: Reprodução / @coronel1889

O cardápio e os preços

A proposta da casa, segundo o próprio Coronel, é levar uma gastronomia mais rústica ao público goiano. Funciona como bar e restaurante, com cardápio que privilegia petiscos e drinks de boteco.

Alguns valores praticados (sujeitos a alteração, vale conferir no cardápio digital): pastéis a R$ 28, coxinhas a R$ 35, drinks como Cozumel com long neck a R$ 20, Gin do Norte a R$ 32 e o Fiu-fiu Cajá Lemon a R$ 20. A entrada da casa é R$ 20.

Algumas avaliações apontam que os preços de comida e bebida estão um pouco acima da média da cidade. Vale considerar isso no orçamento da noite.

Aulas antes do baile

Um diferencial menos conhecido do Coronel é que a casa oferece aulas de forró e dança de salão em alguns dias da semana, fora do horário do baile. “Super agradável, tem aulas de forró e dança de salão alguns dias na semana assim como bailes de dança nos feriados e finais de semana”, conta um frequentador no Brasil Locais.

Isso é especialmente útil para quem está começando. Você aprende o básico no ambiente da própria casa, conhece outros iniciantes, e quando chega no baile da sexta ou do sábado, a pista já é familiar. Confira a programação de aulas direto com a casa, pois pode variar.

Informações práticas

📍 Rua 89-B, nº 110, Quadra F28, Setor Sul, Goiânia, GO 🕒 Sextas, sábados e vésperas de feriado, das 21h às 2h30 🎵 Show ao vivo a partir das 22h40 💰 Entrada R$ 20 📞 (62) 3612-0804 📲 @coronel1889

Mais de 263 avaliações no Facebook com 94% de recomendação confirmam a reputação da casa entre quem frequenta.

coronel 1889
Foto: Reprodução / @coronel1889 (facebook)

Vale a pena ir?

Vale, e por razões concretas. Em quase 10 anos, o Coronel virou o ponto de referência do forró pé de serra no Centro-Oeste justamente porque entende o que faz uma casa de forró ser boa: pista preservada, música de qualidade, programação consistente, ambiente acolhedor.

Não é a casa mais climatizada de Goiânia. Mas é a casa onde quem dança forró de verdade encontra os outros que também dançam, escuta trio bom, suor verdadeiro de quem aproveitou a noite até o fim.

Se você ainda não conhece, comece por uma sexta ou sábado normal, sem evento especial, para sentir o clima da casa. Se já conhece, vale acompanhar o Instagram da casa para não perder os shows com trios nacionais convidados.

Use o buscador do Busca Dança para encontrar outros eventos de forró em Goiânia e em outras cidades do Brasil. E se está chegando agora na dança, veja nosso guia sobre quanto tempo demora para aprender a dançar para chegar no Coronel já com algum repertório nos pés.

Você já foi ao Coronel 1889? Conta nos comentários qual trio você mais gostou de ver por lá.

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