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Dança dos Famosos 2026 passa pelo pagodão baiano e disco na fase de grupos

Dança dos Famosos 2026 completa duas rodadas coletivas, troca o balanço do pagodão baiano pela disco music e chega à etapa decisiva com pouca diferença entre os grupos.

Participantes e professores da Dança dos Famosos 2026 apresentam uma coreografia coletiva em um palco iluminado.
Elenco da Dança dos Famosos 2026 participa da fase de apresentações coletivas. Crédito: Imagem ilustrativa gerada por IA.

A Dança dos Famosos 2026 entrou de vez na competição. Depois da apresentação do elenco, os 16 participantes passaram por duas das três rodadas da fase de grupos. A abertura veio com pagodão baiano, em 23 de agosto, seguida pela disco music, no dia 30. A mudança de ritmo deixou mais claras as características e dificuldades de cada equipe.

O formato reúne quatro grupos com quatro famosos e seus respectivos professores. Conforme as regras apresentadas no Domingão com Huck, as notas das três semanas são acumuladas. A equipe que terminar na última posição vai para a primeira repescagem, quando o trabalho coletivo dá lugar às duplas formadas por participante e professor. Dois concorrentes serão eliminados.

Do balanço baiano às linhas da disco

Na primeira rodada, o pagodão baiano pediu bastante dos grupos. O estilo trabalha balanço, deslocamentos rápidos, movimentos de quadril e mudanças de nível, além de exigir energia coletiva sem perder a precisão. O Grupo A, formado por Bianca Andrade, Léo Foguete, Pedro Scooby e Ticiane Pinheiro, venceu a noite com 56 pontos.

As coreografias usaram músicas conhecidas das pistas e festas brasileiras. O Grupo A dançou “Perna Bamba” e “Desafio”; o B apresentou “Energia de Gostosa” e “Vem Neném”; o C ficou com “Sacanagenzinha” e “Rebolation”; e o D levou “Panamera” e “Agachadinho”. A primeira rodada completa pode ser revista no gshow.

Na semana seguinte, a disco music mudou a qualidade dos movimentos. Entraram em cena braços bem marcados, poses, linhas alongadas, giros e uma relação mais direta com a pulsação constante das músicas. O Grupo A abriu a rodada com “Boogie Wonderland”, enquanto o D dançou “Disco Inferno”. O Grupo B ficou com “Let’s Groove”, e o C encerrou as apresentações ao som de “Everybody Dance”.

A troca de estilo também revelou um ponto importante da fase coletiva: não basta executar a própria sequência. Espaçamento, sincronia, transições e atenção aos demais integrantes influenciam a leitura da coreografia. Pequenos atrasos aparecem com facilidade quando oito pessoas dividem o palco.

Grupo D assume a liderança, mas disputa segue apertada

Após as duas primeiras apresentações, o Grupo D, de Bruna Griphao, Diego Martins, Gracyanne Barbosa e Junno Andrade, assumiu a liderança geral. A diferença entre os quatro times, porém, permanece pequena:

  • Grupo D: 112,6 pontos
  • Grupo A: 112,2 pontos
  • Grupo B: 111,9 pontos
  • Grupo C: 111,9 pontos

A segunda rodada da Dança dos Famosos 2026 teve, portanto, troca na liderança e empate na última colocação. Com apenas sete décimos separando o primeiro lugar dos dois últimos, a terceira apresentação pode alterar completamente a classificação.

Otaviano Costa retorna após lesão

A rodada de disco também marcou a estreia de Otaviano Costa na pista. Integrante do Grupo C ao lado de Breno Ferreira, Giovana Cordeiro e Kenya Sade, o apresentador ficou fora do pagodão baiano depois de sofrer uma lesão na panturrilha durante os ensaios.

Seu retorno completou a formação do grupo, que empatou com o B na classificação geral. A situação reforça um dos desafios do quadro: o período curto para aprender a coreografia, ajustar a movimentação coletiva e administrar o esforço físico entre ensaios e gravações.

A próxima rodada encerra essa primeira etapa. É nela que a competição deve ganhar contornos individuais, já que o grupo com menor pontuação acumulada seguirá para a repescagem. Para quem acompanha dança, vale observar menos as histórias paralelas e prestar atenção em musicalidade, limpeza dos movimentos, ocupação do palco e capacidade de adaptação. Depois de dois ritmos bastante diferentes, esses critérios já começam a separar as apresentações mais consistentes.

Antonio Miranda é criador e editor do Busca Dança. Há mais de 10 anos, frequenta aulas, bailes e eventos de diferentes estilos em várias cidades brasileiras. A dificuldade de encontrar informações confiáveis sobre onde dançar motivou a criação da plataforma. Na Revista Busca Dança, escreve sobre cultura, comportamento no baile, escolas, eventos, curiosidades e novidades do setor.

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